
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Dos bloqueios criativos.

terça-feira, 18 de setembro de 2007
Do Terry Pratchett (seja lá ele quem for, ou o que ele faça)
Eu acabei por coincidência achando esse video aqui no Youtube, fala do começo de um mundo que foi feito por Terry Pratchett, que ainda não conheço (nem o mundo nem seu autor).
Um dos meus sonhos sempre foi criar um mundo, e seus personagens, e suas lendas. Estou no caminho de fazer isso na verdade, mais isso é um projeto mais pra frente (não muito).
Fiquei um tempinho sem postar aqui, mas agora vou voltar a ter um pouco mais de regularidade, se meu pragmatismo e a pós-graduação me permitirem.
Até a próxima ;P
sexta-feira, 7 de setembro de 2007
Letras e música, parte I

Eu tava lendo esses dias o blog da Nina Lotus, e encontrei um texto sobre as diferenças entre homens e mulheres, e como as pessoas do meu tempo acabaram lidando com a coisa. Resolvi levar este texto aqui a termo, então, pra dar seguimento à discussão.
Isto posto, não parece absurdo querer tratar tudo como uma e a mesma coisa? Pois é.
Há quem a essa altura do texto esteja pensando que não é bem assim que acontece, que conhece milhares de situações totalmente diversas do que foi colocado. Eu não estou com este texto pretendendo falar do que a dialética homem-mulher é, mas em cima do que ela é construída. E o fato é que a forma com que lidamos com essa diferença (negá-la, inclusive) é uma obra feita a várias mãos, que começa no dia em que nascemos e acaba incompleta no dia em que morremos.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Das seis bilhões a minha volta, ou Dance, Monkeys Dance!!
Este vídeo do Youtube, chamado "Dance, monkeys, dance!", fala muito do que sinto com relação às pessoas.
Às vezes eu as amo, às vezes eu as odeio, às vezes eu as admiro do fundo do coração, com a mesma força que eventualmente as desprezo. Odeio a forma com que elas me tornam vulnerável. Pelos meus sentimentos, pelas minhas fraquezas, pelo amor que eventualmente devotam a mim, as pessoas conseguem me mobilizar, e desfazer as minhas tolas ilusões sobre a vida. Eu as odeio porque elas me mostram que eu sou humano e cheio de erros.
Talvez o que me torne as pessoas tão insuportáveis seja exatamente o fato de elas serem tão insuportavelmente belas.
Até a próxima ;)
terça-feira, 28 de agosto de 2007
Da Andy.

Kiddo, menina, fã de Harry Potter, parceira de idéias, escritora de Fanfics, boa com esse negócio de juntar palavras como pouca gente que eu conheço, meiga, Rock'n'Roll star, personalidade forte, sentimentos um pouco mais frágeis, inteligente, intensa na forma de lidar com a vida, maior que qualquer descrição que eu tenha a pretenção de fazer.
Com o tempo foi se tornando mais do que um acontecimento feliz no meu MSN, uma grande amiga por quem, mesmo de tão longe, acabei ganhando o hábito de torcer e partilhar as coisas dos dias que vão passando.
Vi muito acontecer pelas suas palavras, e ainda teimo em pensar que tudo passou tão rápido. Tão rápido que é engraçado constatar que está fazendo hoje 15 anos de idade.
Um pouco menos kiddo, um pouco mais mulher, bem sei.
Eu te desejo nesse aniversário muitos momentos daqueles que se guardam como tesouros, um belo par de asas, muitas descobertas sobre si mesma e o mundo que te cerca, novas cores, muitas histórias, e tudo aquilo que faz da vida essa coisa tão vertiginosa e bonita.
Feliz Aniversário!
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Da convivência.

Conversando com uma amiga minha, ela me perguntou o que eu fazia. Respondi que estava ouvindo um repente no Youtube. Ao terminar a frase, achei aquilo tão engraçado. Repente, Youtube. Duas coisas tão opostas partilhando assim uma mesma frase de um diálogo daqueles que não têm pretensão alguma.
Fiquei muito satisfeito com o acidente, quase como alguém que vê uma estrela cadente no céu. Existem muitas coisas bonitas neste mundo, e nas pessoas do meu tempo, e elas geralmente precisam de carinho na forma de enxergar as coisas para se fazerem aparecer.
Talvez pelo meu pezinho no Nordeste (meus avós por parte de pai vieram do Rio Grande do Norte), eu tenho um amor enorme pela cultura de lá. Literatura de cordel, as piadas, os repentes...
Sobre o assunto, gostaria muito de escrever sobre um desses personagens únicos da cultura do Nordeste, que é Patativa do Assaré. Os poemas dele conseguem me emocionar. Mas vou ficar devendo esse post, por ora.
Até a próxima!
"Paraná Paraná / capital é Curitiba / João Pessoa é Paraíba / Fortaleza é Ceará..."
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
Das músicas da Legião.
Não faz meu estilo
Palavras são erros
E os erros são seus...
Não quero lembrar
Que eu erro também
Um dia pretendo
Tentar descobrir
Porque é mais forte
Quem sabe mentir
Não quero lembrar
Que eu minto também...
Bom, hoje eu vou falar de Jean Jacques Rousseau. Err.. não exatamente, mas se Renato Manfredini fez-se Russo por causa de Rousseau, devo presumir que falar de uma música dele deve ser falar um bocado do filósofo.
O inferno são os outros, já dizia alguém bem famoso e salvo engano falecido, cujo nome eu não lembro agora. É algo que fazemos sem querer, dar às pessoas os defeitos que estão dentro da gente. Quanto mais dentro da gente, mais nos incomoda quando os vemos no outro.
Estou falando de todo tipo de gente. Eu disse todo. Os políticos que roubam obscenamente o dinheiro do povo, os criminosos que cometem atos hediondos, todo tipo de gente que faz tudo aquilo que te causa mais horror, a essas pessoas eu também estou me referindo.
Elas são possibilidades suas. Teimamos em dizer que são abominações, monstros, que elas são o inferno, mas o fato é que elas são tão monstruosas quanto vocês poderiam se tornar. Somos todos maus, somos todos corruptos, somos todos santos, todos somos tudo.
Os problemas da nossa sociedade são feitos de pessoas, como todo o resto dela. Isso não significa que as pessoas sejam o problema. O caos aéreo é um problema gerado por um somatório de pessoas que não conseguiram ver as proporções que as coisas tomariam, sendo conduzidas daquele jeito. O problema está nas pessoas diretamente envolvidas tanto quanto está em mim e em você. Sobre a vergonha que é a política no nosso país: culpa dos políticos? Não! A criminalidade também não é culpa dos bandidos. Não adianta matá-los todos ou fazer o que quer que seja, continuarão havendo bandidos.
Nem genocídio daria jeito.
Não quero tirar a implicação das pessoas sobre as coisas, mas o fato é que nos referimos a problemas enormes, que precisam de uma visão muito ampla, como uma somatória de pessoas-problema que estão de sacanagem com a sua cara, e resolveram colocar em prática todo o horror que, eu lhe digo, te parece assim porque é parte de você também.
Não é porque a culpa não recai sobre alguém que o problema não é passível de solução. O que eu digo é que em um meio onde todos agem de forma semelhante, por mais distorcida que seja essa forma, tem alguma coisa errada com o meio. Se essas coisas não forem pensadas, a maldade fica sendo um cargo, no qual as pessoas se revezam. Permaneceremos discursando indignados e nenhum problema sequer vai ser resolvido.
É, parece que estou de advogado do diabo aqui.
A única coisa que eu queria dizer, é que não devíamos ficar com tanta raiva uns dos outros. Talvez haja algo mais produtivo a se fazer em temos como estes.
É isso, segue a música.
Eu sei! Eu sei!...
Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas...
A noite acabou
Talvez tenhamos
Que fugir sem você
Mas não, não vá agora
Quero honras e promessas
Lembranças e estórias...
Somos pássaro novo
Longe do ninho
Eu sei! Eu sei!...
(Legião Urbana - Eu Sei)
